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27 Comments on "Images tagged "ju-lehadventure-com""

  1. Adorei, faz tempo que não lia Castaneda, quase esqueci-me o quanto esta leitura já foi importante em meus dias.
    Abs.
    Mari

  2. Bira, amei a avaliação, bateu tudo o que disseste,por diversas vezes ja tivemos a prova que o crescimento rápido, nos conduz a certos caminhos não muito legais, cheios de tentações, e qto + temos, + queremos, e não é por ai.Devemos cuidar do nosso espirito e nos manter sempre em equilibrio e humildes,e seguir uma conduta correta em relação a tudo e a todos.Nos dias atuais somos muito cobrados e nos esquecemos de cuidar da alma.Devemos seguir o exemplo da arvore na montanha e nos tornarmos exemplo para os nossos.A tua avaliação bateu c/a nossa decisão de continuarmos aqui no Brasil por hora, acho que é o caminho a seguir.Agradeço p/vc fazer parte da minha vida, meu querido amigo,apesar de não convivermos fisicamente, nossas almas estão ligadas.Grande abraço

  3. Contra a determinação não há barreira que se faça resistir. A força de uma pessoa determinada contagia e se transforma em uma epidemia para o bem. Juntar ainda o amor e a cordialidade e se forma uma receita de sucesso.
    Ninguém nasce para seguir o mal, apenas não recebe as orientações corretas e sua bússula está apontada para o caminho errado. Temos que prestar bons exemplos, para que os que nos seguem sejam contaminados e sigam o caminho certo, o caminho da luz e felicidade.

  4. eh como dizem: "o pior de todos os males é a ignorância"

  5. Seu blog é mto bom e esclarecedor. Gostaria de saber se vc pode me ajudar com minha última consulta: o hexagrama 44.
    Estou num período de decisão importante, e na busca de um pouco de luz pedi orientação ao oráculo para as próximas semanas e recebi este hexagrama como resposta. Será q vc pode me ajudar a interpretá-lo?

  6. Olá,

    Estive estudando o hexagrama 44, "Encontro", segundo a interpretação de Alfred Huang. É importante também considerar o hexagrama que o precede, o hexagrama 43, "Eliminação".

    Minha interpretação é a de que tudo são ciclos e quando as coisas atingem seu pico é natural um ruptura e um recomeço. Acredito que de alguma forma uma "ruptura" tenha ocorrido e que o levou à este estado de dúvida quanto à decisão de continuar ou desbravar novos caminhos.

    O hexagrama 44 trata-se do Encontro. Depois de uma ruptura as coisas já não são como eram antes. Uma mudança aconteceu e as circunstâncias agora são diferentes. Assim, o Encontro vêm no sentido de buscar um novo entendimento no novo cenário, o ato de conciliar. Entretanto o I Ching alerta para eliminar ou não deixar vestígios daquilo que existia antes e era "negativo", pois este pode vir a contaminar aquilo que é novo que está sendo re-construído.

    Minha visão pessoal (e meu aprendizado com o I Ching) é a de que uma mudança para algo novo deve ser motivada sempre por algo novo, mas nunca motivada pela insatisfação do que temos hoje. Desse algo novo, não precisamos enxergar toda a estrada, mas apenas os primeiros 100 metros dela. Já a insatisfação com o que temos é sempre de causa interna, é algo que precisamos aprender. Nesse caso, a sabedoria Chinesa sempre nos recomenda a persistência. Não são as circunstâncias externas que verdadeiramente importam e sim, como lidamos com elas.

    Mas uma coisa considero importante e faço uso do meu aprendizado com Carlos Castaneda:

    O CAMINHO TEM CORAÇÃO?
    by Carlos Castaneda

    “… Tudo é um entre um milhão de caminhos. Portanto, você deve sempre manter em mente que um caminho não é mais do que um caminho; se achar que não deve seguí-lo, não deve permanecer nele, sob nenhuma circunstância. Para ter uma clareza dessas, é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que qualquer caminho não passa de um caminho, e não há afronta, para si nem para os outros, em largá-lo se é isso que o seu coração lhe manda fazer.

    Mas sua decisão de continuar no caminho ou largá-lo deve ser isenta de medo e de ambição. Eu lhe aviso. Olhe bem para cada caminho, e com propósito. Experimente-o tantas vezes quanto achar necessário. Depois, pergunte-se, e só a si, uma coisa. Essa pergunta é uma que só os muito velhos fazem. Dir-lhe-ei qual é: esse caminho tem coração?

    Todos os caminhos são os mesmos; não conduzem a lugar algum. São caminhos que atravessam o mato, ou que entram no mato. Em minha vida posso dizer que já passei por caminhos compridos, mas não estou em lugar algum. A pergunta de meu benfeitor agora tem um significado. Esse caminho tem um coração? Se tiver, o caminho é bom; se não tiver, não presta. Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma; mas um tem coração e o outro não. Um torna a viagem alegre; enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer a sua vida. Um o torna forte, o outro o enfraquece.”

    Espero que tenha contribuído.

    Abraços,
    Bira.

  7. >> Resposta do leitor:

    Olá Bira

    Nossa, ajudar é pouco. Vc lançou luz em treva espessa rsrs
    Chega a assustar a força do Tao e como ela se manifesta. Sua interpretação e seu blog me ajudaram inclusive a compreender melhor todas as outras respostas que eu já havia recebido em perguntas anteriores. Não foram muitas mas foram importantes, e agora consigo vê-las como uma sequência natural encadeada de acordo com os meus percalços, até esta última que, como todas as outras, dá um soco forte na mensagem.
    Mas fiquei em dúvida a respeito de uma coisa. Se neste caso o hexagrama anterior (43) pode ser importante para esclarecer qual a mensagem do hexagrama 44, então todos os hexagramas seguem uma sequência cíclica cujos hexagramas vizinhos também são importantes no significado? Neste caso, todos os hexagramas poderiam ser interpretados com a ajuda do seu anterior ou posterior para se compreender melhor a mensagem e seu contexto?
    E como se estuda o I Ching? É por autodidática ou existe algum mestre?

    Mto obrigado msm

    Abraço

  8. Olá Bira, td bem?

    Desculpe-me mas será q vc poderia me explicar o hexagrama Heng um pouco melhor?

    Eu o obtive, não qdo perguntei, mas qdo pedi um guia ou uma orientação q me ajudasse a seguir, seja qual fosse o caminho, da melhor maneira.

    Se entendi, ele diz q, contanto q se tenha claro o destino, não importa a trilha q se siga? Ou minha compreensão foi mto distante do ensinamento?

    Obrigado
    Danilo

  9. Olá Minerio,
    Este é um dos hexagramas mais significativos para mim e sua pergunta é simplesmente brilhante!!! Estou extremamente feliz por você ter questionado!

    Na minha interpretação não apenas esse hexagrama, mas o I Ching em si… não se trata sobre destino… trata-se de uma conduta natural da existência, digamos assim… o destino torna-se irrelevante… pois estamos longe de nos conhecer por inteiro… mas se deixarmos as coisas acontecerem segundo sua natureza (revelada pelo I Ching), estaremos aceitando quem realmente somos… e sendo quem realmente somos!!! o destino começa a parecer completamente irrelevante e passamos a apreciar este caminho revelado pela ordem natural das coisas!!! Como disse, este hexagrama foi bastante revelador para mim, pois me ensinou a não me antecipar aos acontecimentos, principalmente, à tomadas de decisões. Sempre fui o agente provocador de mudanças, só que percebi a inutilidade disso… não há como pré-determinar o caminho… estamos longe desse conhecimento… precisamos portanto estarmos alerta e aguardar que as circunstâncias e situações nos indique qual o caminho natural a seguir… sem ansiedade e sem precipitação.
    Somos como uma folha que flutua no rio… devemos simplesmente fluir com ele, sem resistir… sem tentar ou querer que ele flua de forma diferente.
    Espero que tenha contribuído! Agradeço a oportunidade de ter-me oportunizado esta reflexão!!! Fico à disposição para continuarmos refletindo!

    grande abraço!!

  10. e antes que eu me esqueça… quando vc passa a simplesmente fluir com o Rio… pouco importa onde ele vai dar… na verdade… todos eles vão em direção ao mar!!!

  11. Olá Bira, td bem?

    Gostaria muito de lhe agradecer os esclarecimentos que você me ofereceu ao longo do tempo sobre o Tao. Os caminhos podem ser análogos muitas vezes, e um olhar agudo sobre as direções é um auxílio inestimável para quem não sabe ler os mapas.

    Sinto não tê-lo feito antes mas a oportunidade chegou em mais um hexagrama obtido. Por sinal o mesmo hexagrama que eu pedi auxílio na interpretação há 9 meses atrás, data da última vez que joguei o I Ching: Hexagrama 32 – Heng – Longa Duração.

    Sua solicitude em me explicá-lo, há 9 meses atrás, foi fundamental na construção da convicção do caminho. Daí então, para a confiança em seguí-lo é apenas um pulo.
    E obter este mesmo hexagrama novamente logo na vez seguinte, após quase um ano, é quase uma ratificação.

    Espero que o Tao continue lhe sendo generoso com seu conhecimento.
    Obrigado
    Danilo

  12. Obrigado Danilo, fico feliz em ter lhe ajudado de alguma forma.

    grande abraço!

    Bira.

  13. Olá Bira

    Será que você poderia me ajudar com a interpretação do hexagrama 17 – Seguir?
    Ele me veio associado ao hexagrama 52 – Quietude. Existe alguma relação entre eles?

    Danilo

  14. Anônimo | 10/07/2013 at 10:53 |

    adorei porque tbm estava cm a mesma duvida obrigada

  15. Anônimo | 11/08/2016 at 17:42 |

    Uma pessoa está me devendo 25 mil reais e não me paga , desde fevereiro. Perguntei se ele iria me pagar e saiu esse hexagrama. Como devo interpretar?

  16. Bom… vc fez a pergunta em relação à ELE e não à você… nesse caso considere o hexagrama sob o ponto de vista dele. Ou seja, se ele persistir em continuar lhe devendo terá êxito e isso resultará em alegria. O mais correto e perguntar em relação à você, por exemplo: "devo fazer tal coisa para que fulano me pague?"

    Percebe a diferença? Agora VOCÊ passa a fazer algo a respeito. Receber a dívida me parece depender do que VOCÊ vai fazer…

    Mas se o que você vem fazendo não deu resultado, terás que buscar outras alternativas. Receber vai depender do que VOCÊ fizer!

    Espero ter ajudado.

  17. Anônimo | 22/08/2016 at 15:02 |

    Não me parece que fiz a pergunta errada. Já fiz de tudo. Inclusive recorri ao candomblé. Até agora nada. Então pergunto: ele vai me pagar?

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  19. Marco Azevedo | 17/08/2020 at 22:43 |

    Very good!

  20. Marco Azevedo | 17/08/2020 at 22:45 |

    Bira, teu ponto sobre a diferença entre Marco 1 e 2 foi muito original. A questão parece ser: em Marco 1, o sujeito não é convidado a decidir sobre qual “vida” é mais importante. Ambas encontram-se em pé de igualdade nesse aspecto. Em 2, no entanto, ao decidir por uma delas, decide-se que uma é mais importante. É isso?

    • ubirajara.schier | 17/08/2020 at 23:33 |

      Sim, é isso mesmo. Penso que evitando julgamentos podemos tomar uma decisão e ficar em paz com nossa consciência.

  21. ubirajara.schier | 11/09/2020 at 18:25 |

    Percebo que existem aí duas críticas. Uma é se temos o direito de matar animais para nos servirem de alimento e vestuário, por exemplo. Outra é a forma como isso é feito. Hoje em dia, por exemplo, o abate do gado, em muitos lugares, já é muito mais “humanizado” por assim dizer, ou seja, os animais são bem tratados durante sua existência e tem um abate “digno” (indolor).

    Mas o cerne da questão me parece ser se o ser humano têm o direito de se apropriar de outras espécies, ditas irracionais. Se for esse o caso, coloco a questão: uma criança se perde na savana africana e se depara com uma alcateia de leões e é devorada. Diríamos o quê nesse caso? Essa mesma alcateia também cerca e devora um filhote de zebra. E assim encontraremos exemplos na própria natureza de espécies se alimentando de outras.

    Na natureza conhecemos isso pelo que se chama de Cadeia Alimentar. E não há nenhum especismo nela. O ser humano, por sua capacidade racional, é o que se encontra no topo dela, bem… pelo menos na maioria das vezes.

    Então pergunto: Se o ser humano não tem direito de matar um animal (dignamente) para servir de alimento e vestes, que direito o leão têm de matar e se alimentar de uma zebra? A morte que um leão infringe á uma zebra não seria tão digna quanto à morte que um caçador que infringe à um pato selvagem quando atira e abate o mesmo para o seu jantar?

    A forma como o ser humano trata as espécies que utiliza como alimento é que é muitas vezes irracional quando, principalmente, ocorre em larga escala para servir uma grande população. Mas a forma pode ser corrigida.

    • Bruno Veren | 11/09/2020 at 22:22 |

      Excelente a sua colocação Ubirajara, acho muito importante tais críticas construtivas.

      Respondendo a sua primeira pergunta, diríamos que o leão que devora tanto a criança perdida, quanto a zebra faz isso de forma instintiva, ou seja, o leão por ser um animal carnívoro identifica esses dois elementos como alimento, desta forma é importante frisarmos aqui que raramente um leão ira caçar sem ter fome, portanto não estoca comida, mas sim busca comida quando se tem necessidade. Já o ser humano por natureza é um animal onívoro, pois possui a carga dentária menos desenvolvida que os animais carnívoros e menos complexa que a de animais herbívoros, desta forma, o ser humano não necessita de carne para sobreviver. Portanto, entendo aqui que a natureza de animais carnívoros é de se alimentar de outras espécies, mas não de animais onívoros, pois essa não é a unica opção, e sendo os humanos seres racionais podemos então optar por uma dieta sem carne, logo, isso não pode ser instintivo do ser humano ou uma necessidade intrinsecada do mesmo.

      Respondendo a uma segunda colocação sua que não podemos deixar passar, é a de que desconheço alguma espécie que não seja a humana (que é frágil fisicamente) que utilize outros animais como veste. Contemporaneamente não veria outra forma de colocar essa atitude do homem a não ser como especismo, pois explora outras espécies apenas para ter mais estilos de roupas.

      Nesse terceiro momento gostaria de tratar da sua última colocação, na qual informa que a maneira como ocorre a larga produção de animais para consumo pode ser corrigida. Mas nesse ponto me perguntaria: corrigida de que forma? Voltando ao nosso artigo identificamos que Schopenhauer dirá que todos possuímos vontade sejamos nós humanos ou não humanos, dessa forma, todos temos vontade de viver, onde o ser humano sendo o único ser racional me parece também ser o único capaz de pensar: se algo quer viver, sente dor, tem medo e nós ainda somos responsáveis por toda essa crueldade para com outros seres, será que realmente temos a necessidade de manter os animais em nosso prato e em nossas vestes? Frisando novamente o ponto de que não precisamos disso para a sobrevivência e saúde, teríamos necessidade desse desejo mesquinho de apenas agradar ao paladar ou então nosso ego com roupas “bonitas”?

      Gostaria ainda de alertar, que a crueldade em abatedouros é muito superior do que se pode imaginar olhando para um pedaço de carne em uma bandeja no supermercado.
      Vejo aqui que Schopenhauer concordaria em dizer que não há forma humanizada de matar um ser que quer viver.

  22. Vera L. Muñoz Manzoni | 12/09/2020 at 18:42 |

    Não sou uma leitora de Schopenhauer, pouco conheço sobre Ele. Porém me parece que esta “vontade” que o autor cita carece de uma melhor explicação. Acredito que deve ser mencionado que o “homem” dito “humano” é o único que expressa a sua vontade. E essa expressão de vontade pode ser falada, escrita ou gesticulada. Já o “animal” dito não humano, não pode falar o que sente. Pelo menos não pode falar da forma como nós humanos reconhecemos como “fala” como expressão de vontades. A minha pergunta é: como seria se ao invés do gado ir para o abate mugindo fosse pedindo socorro nas mais diversas línguas que conhecemos? Sim, porque o dito ser humano, quando vê a coisa feia e sente o cheiro da morte fala ou tenta falar em qualquer idioma. Então imaginemos um boi pedindo socorro, socorro me tira daqui, não me mata, por favor, não me mata, faço o que vcs quiserem, tenho bezerrinhos no campo, não me matem, … como seria? Fingimos não entender as vontades dos animais, correto? Pq em nenhum momento a meu ver e a meu entendimento, os animais não expressam vontades e sentimentos. Lá seja com olhares, posturas, exalando cheiros, lambendo o dono, etc. através de muitas formas que são gestuais e sem a tal “palavra”. Um animal acorrentado, enjaulado, embretado é um animal amedrontado, triste, muitas vezes com raiva e com impulsos agressivos naturais em defesa de sua vida. A moralidade, imoralidade ou amoralidade do “humano” que abate animais para consumo próprio é algo cultural, aprendido e que é passado de geração a geração. Por exemplo: o canibalismo é proibido nas culturas ocidentais? Pq nos ensinaram isso. A igreja principalmente. Porém o ser dito “humano” se tiver necessidade, fome o suficiente para chegar ao ponto de ver que sua vida em risco de morte, e tiver a perspectiva, não necessariamente de matar, mas de comer outro humano já morto e conservado, ele o faz. Para provar isto estão os 16 sobreviventes dos Andes Voo F571 que entre coisas consideradas imorais praticaram canibalismo para sobreviver a 72 dias na neve rigorosa da Cordilheira chilena.
    A meu ver fazemos muitos esforços para humanizar os animais porem, o correto seria provar que os humanos são os verdadeiros animais nesta situação de achar-se em superioridade (são irracionais). E notem como isto está impregnado em nossa linguagem (que é o ponto que toquei) e não percebemos, ou talvez nem todos percebam e outros fingem não perceber. Um humano bonito é um gato/a. Um humano procriador é um garanhão/coelho. Um humano namorador é um galinha. Um humano forte é forte como um cavalo ou um touro. Uma humana gorda, geralmente é comparada a uma vaca ou baleia. Um humano muito falante é igual a um papagaio, e aqui há uma incoerência garrafal do humano para com o animal, se o humano é falante igual a um papagaio (loro, caturrita) então estas aves (animais) falam? Correto? Portanto se os humanos têm tantas condutas consideradas comparativas com as condutas dos animas pq não considera-los semelhantes? É uma questão de cultura, aprendizagem e costume. Aprendemos a não entender as vontades dos animais e seus sentimentos, aprendemos a considera-los como inferiores simplesmente pq não falam nossa língua. Enjaulamos centenas de coelhinhos ou macacos em laboratórios que nada nos fizeram a não ter dito a má sorte de nascer e damos inúmeras regalias jurídicas a pedófilos, estupradores, serial killers, … pelo menos aqui no Brasil onde a justiça em termos de punição tem se mostrado amplamente falha e paternalista com aqueles que podem (pagam) para se defender.

    • Bruno Veren | 12/09/2020 at 20:01 |

      Muito obrigado pela sua contribuição Vera!

      Na intenção de clarear a explicação da vontade descrita por Schopenhauer, entendo está como algo instintivo, ou seja, algo que guia toda a natureza para uma determinada finalidade. Gostei de entender e aprofundar este tema para instigar o pensamento de quão próximo o animal humano é do animal não-humano e que o cerne desta vontade é a vida, portanto todos prezam e são capasses de implorar por ela.
      Quanto a sua segunda colocação queria agradecer, pois me proporcionou uma reflexão ainda mais aprofundada sobre a relação de expressão dos sentimentos.
      Se olharmos vídeos de animais em momento de abate veremos o desespero no qual eles se encontram ao ver seus companheiros caindo aos poucos, ou ainda de nem estar no mesmo ambiente, mas sentirem o cheiro de sangue de seus semelhantes que por ali passaram. Entre outras práticas de abate.
      Mais afundo nas indústrias de cosméticos, de criação de animais de estimação para venda, de pele, entre outros como citastes, o sofrimento é igual ou pior, pois passam uma vida em gaiolas, sendo as chamadas matrizes ou ainda servindo para testes cruelmente desnecessários.

      Portanto Vera, concordo com sua reflexão, de que se somos tão semelhantes aos animais em comparação aos sentimentos de medo, dor, agustia, memória, etc. porque somos considerados superiores? Não seria esse sentimento, apenas uma defesa para os nossos costumes cruéis e mesquinhos. Um sentimento atribuído apenas para continuar saciando prazeres? Seriam os prazeres uma justificação para tais atos de maldade?

      Novamente, muito obrigado por agregar.

  23. Bruno Veren | 15/02/2021 at 22:04 |

    Bela reflexão caro amigo.
    Sabes que o ponto que tocastes quanto a opção da não escolha nos coloca em posição a refletir sobre um grande entrave da sociedade atual. Pode ser apenas um sentimento empírico, mas vejo eu que contemporaneamente todos sentimos a necessidade de poder ter opinião sobre praticamente tudo (escolher um lado), ou melhor, precisamos ter respostas e tomar decisões rápidas em todos momentos de nossas vidas. Exemplo: Meninos que saem do ensino médio e se veem na necessidade de já saber que curso seguirão em um ensino superior, onde em muitos casos esses mesmos meninos acabam desistindo do curso que escolheram e seguindo outro que mais lhe apetecem. Talvez isso ocorra por influência dos pais ou por acreditarem que o mais importante é um curso que lhes tragam uma boa renda, o que sabemos que caso seja esse o propósito o curso se tornara mais penoso do que prazeroso.
    Desse modo Ubirajara percebo nesse momento que acabamos por sacrificar nossos próprios meios para chegar a um possível fim (como aquele jovem que acredita valer a pena trabalhar por toda vida para no fim gozar de sua tão esperada aposentadoria).
    A não escolha imediatista nos da tempo para ter escolhas melhores e quando não podem ser melhores ao menos evitam ser injustas.
    Pretendo não ter fugido muito ao tema, mas como sabes possuo a necessidade de compartilhar tais pensamentos que me importunam em busca de respostas.
    Grato por compartilhar esse instigante escrito.

  24. ubirajara.schier | 23/06/2024 at 10:33 |

    A vida é semelhante a uma corrida, sem que se saiba quando se alcançará a linha de chegada. O essencial é que, quando a corrida acabar, ela tenha sido agradável. Na maioria das vezes, a corrida se torna desagradável ou desistimos dela antes mesmo de começar, justamente por medo que ela termine. Dessa forma, parece que a incerteza sobre quando a chegada ocorrerá nos força a desfrutar mais do percurso. Em contraste, a falsa sensação de segurança de que ela não terminará nos impede de realmente apreciar cada passo dado.

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